Quando aceitei a brincadeira não imaginei que iria tão longe. Ele me conduziu até seu escritório, colocou um banco alto próximo à sua escrivaninha, e começou a se preparar. De uma gaveta, um pequeno pote de tinta preta, nanquim. Também pegou um tecido que parecia ter sido branco, mas estava manchado com várias marcas de tinta. De outra gaveta tirou uma pena. Era uma pena vermelha, de um vermelho forte, quase vinho. Como um cirurgião, ele preparou seu equipamento, com calma e precisão. Enquanto abria o pote de tinta, seus olhos não saíram dos meus. Pousou o pote no ponto exato, onde ele devia estar. Ao lado, desdobrou o pano e colocou a pena sobre ele. Antes de começar, ele saiu do escritório. Voltou pouco tempo depois com uma taça de vinho e me entregou, a anestesia da cirurgia, creio. Pegou minha mão esquerda e a apoiou na sua. Com movimentos precisos e calmos, com uma só mão, ele pegou a pena, molhou na tinta, limpou o excesso, e começou. Senti o primeiro toque da ponta pena n...
Comentários
Alexandre,
Uau!! me deixou em êxtase... rs
um poema sensual com muita sutileza. Perfeito, que nos leva ao
PRAZER DA IMAGINAÇÃO.
Adoro escrever e ler por essas linhas a do prazer e da sensualidade. Parabéns!!
Beijos no coração.
Claudia Canoza(Claudinha)
05/07/08
imagino que agora estão fumando um cigarro...
beijos, parabéns,
obrigada pelo convite a compartilhar
Sensual sem ser apelativo.
Parabéns.
Estarei sempre por aqui.Vou te favoritar.
Bjão da f@
Flores @>--
Sensuais e intensos os seus versos...
Beijos de luz e um domingo feliz!!!
:)
ass gabriela