
Fim de tarde
Céu alaranjado
Em frente ao rio
E engulo seco
Sol imenso começa a baixar
E percebo a respiração alterada
Reflexo no rio forma outro
Perpendicular rio
Especial, efêmero, de luz
E sinto os seios
Conforme baixa troca de cores
Inúmeras vezes troca de cores
E meu corpo é todo arrepios
Frente ao sol que baixa
Frente ao rio de luz
Direto, em minha direção
E ali, parada, receptiva
Boca seca
Mamilos explodem
Febre sobe e desce no corpo
E sou inteira do sol
Que me ama forte
Até seu último raio
E some dentro do rio
Dentro de mim some
Resta-me o céu cor-de-rosa
Que contemplo em todas suas cores
Até escurecer
Dentro de mim
Céu alaranjado
Em frente ao rio
E engulo seco
Sol imenso começa a baixar
E percebo a respiração alterada
Reflexo no rio forma outro
Perpendicular rio
Especial, efêmero, de luz
E sinto os seios
Conforme baixa troca de cores
Inúmeras vezes troca de cores
E meu corpo é todo arrepios
Frente ao sol que baixa
Frente ao rio de luz
Direto, em minha direção
E ali, parada, receptiva
Boca seca
Mamilos explodem
Febre sobe e desce no corpo
E sou inteira do sol
Que me ama forte
Até seu último raio
E some dentro do rio
Dentro de mim some
Resta-me o céu cor-de-rosa
Que contemplo em todas suas cores
Até escurecer
Dentro de mim


4 comentários:
Suas poesias são muito cinestésicas, adoro...
faz-nos sentir aquela cor, aquele calor, e aquele cheiro... de quando o sol acaba de se pôr e a noite ainda não chegou...
bjs
O poema acima é de fato um sentir apoteótico.Gostei, por que compreendi com os sentidos e não somente com a inteligência.
Parabéns!!!!!
maravilhoso. perfeito, amo este escrito.
Um outro rio perpendicular, feito corpo que entrelaça. "Frente ao rio de luz". Um texto habitado por eros! abraço.
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