terça-feira, 29 de julho de 2008

Quando Acaba


Quando acaba o momento
Depois da excitação inicial
De todos antes
Durantes e depois
Quando tudo termina
Relaxada me sinto
E solta assim
Sobre a cama
Às vezes, reflito

Como é rápido
Minutos, horas
Tanto faz
É rápido
E mesmo sabedoras disso
Sempre queremos mais
Sempre queremos a próxima vez
E essa vez vai acabar

Não importa
Vale pelo antes
Vale pelo durante
E vale até pelo fim
Vale pela vida
Pelo amor
Que seja
Mas vale

Assim é a vida
Minutos, horas
E já acabou
Mas vale
Cada minuto
Cada amor
Cada tesão
Cada arrepio de pele
Vale a vida!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Vem Agora


Tua aproximação me arrepia
Chegas devagar
Aos poucos

Tomas minha mão
E, sem hesitar, a conduz
Centímetro a centímetro
A te sentir
A te apalpar
Sentir-te crescer
E te fazer gigante

E esse roçar
De peles e pêlos
Aumenta meus arrepios
Que se espalham

Enquanto mordes minha nuca
Sinto tua respiração quente
E assim, arrepiada e nua
Meu corpo não mente
Vem agora e me possua

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Calor Escorrendo


O calor toma conta de mim
Sinto-me fervendo
Quase explodindo

Quando tocas meu corpo
Quando sinto tua boca
Quando sinto tua língua
Por todas minhas partes

Ela toca meus seios
Meus mamilos gritam

Transpiro de prazer
E sinto tuas costas
Também molhadas

Os dois molhados
Prazer e suor
Escorro e me derreto

É tanta loucura
Quando te sinto nos meus meios
Pingo, molho, me desfaço
Como gelo derretendo sobre os seios

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Consumação


Depois de tanto tempo
De tantas tentativas fracassadas
Após todos os sonhos e planos
Finalmente chegou o dia
Finalmente a hora
E estamos aqui, sós e nus

Não há mais nada que nos impeça
Nenhum problema, nenhum contratempo
Estamos livres, o tempo é nosso
E palpito
Anseio pelo segundo inevitável
Tão próximo, cada vez mais

Sinto o lençol sob meu corpo
Acariciando minhas costas
Emoldurando-me
Tremendo comigo de excitação
Sentindo comigo o momento próximo
E aguardamos e sentimos
Teu corpo chegando

Cada centímetro
Cada ponto que vai-nos tocando
Em mim, no lençol
Como um único corpo
Acolhedor
Poço de expectativas

Cada célula arrepia ao contato com as tuas
E me preparo para o momento final
Não mais toque, não mais superfícies
Mas encaixes, profundidades
Meu corpo engolindo o teu
E me entrego para me entregares
E te recebo fundo em mim

E embriago-me na consumação de nosso amor

domingo, 13 de julho de 2008

Pudores


Não sei por que
É difícil de explicar
Mas, ao te ver, senti pudores

Depois de todo vivido
De toda intimidade
Hoje, quando saíste do banho
Senti-me nua
Como da primeira vez

Acho que mais
E me senti constrangida com tua presença
Era como se fosses outro homem
E eu, virgem

Não sei explicar
Mas aquela situação
Aquela vergonha
Inexplicavelmente me excitou
Como da primeira vez

E com pudores e delícias
Senti-me desvirginada

terça-feira, 8 de julho de 2008

Toque


Amo o toque
O tato, a pele

Um fio de mel
Escorrendo
Ponta da língua
Lábios
Seios

Pêlos quase imperceptíveis
Excitados
Quase de pé
Precipitando o milímetro do encontro

E sente o mel
No instante do toque
Na boca, na língua
Escorrendo
Nos seios

O toque

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Êxtase


E assim
Em estado de pleno êxtase
Mantenho os olhos fechados

Sinto líquidos, aromas, suores
Sinto pedaços de amor no ar

Texturas latejam minha pele
Minha memória no tato
Minha memória na saliva
Que ainda tem teu gosto

Respiro fundo e sinto nosso cheiro
Não é perfume, é cheiro
Que só nós reconheceríamos

Meu coração volta ao ritmo normal
Aos poucos
Minha garganta ainda pulsa
Seca

E, assim, sem abrir os olhos
Sinto o que é plenitude
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